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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Um alô para a fome!

Caro leitor, queria muito neste exato momento levar você a uma reflexão. Não vou tirar muito do seu tempo, mas se você começou a ler este texto, por favor vá até o fim, pois é muito importante.

Provavelmente você está em casa, no trabalho ou na escola... pode até mesmo estar na casa de alguém, bom... isso não importa muito. Provavelmente você está vestido, calçado, e bem alimentado. Acaso você sinta qualquer necessidade fisiológica, tenho certeza que você terá a oportunidade de saciá-la. Possivelmente você tem amigos, alguns familiares... você estuda, trabalha ou vive as custas de seus pais. À noite você deita em uma cama e tem bons sonhos. Você tem a oportunidade de escolher o que comer, qual religião seguir, você tem acesso a internet, a uma televisão... provavelmente você vai a seu trabalho ou a sua escola a carro, ou ônibus, ou até mesmo andando por ruas pavimentadas. Na sua rua há saneamento básico e água encanada. Sua casa é revestida de concreto... mesmo em meio a tempestades você tem um lugar seguro para se abrigar. E mesmo tendo tudo isso, você ainda assim reclama da sua vida. Você reclama do seu emprego, da comida que você come, do carro que você tem, da família que convive com você.
Gostaria agora de lhe informar que a vários quilômetros de distância de você uma mesma criança, que tem os mesmos direitos humanos que você está passando fome. Ela provavelmente está em um abrigo ou andando desamparada sem rumo. Ela está vestida com trapos e descalça. Sua barriga grita por comida, mas ela não pode calar esse grito. Ela não tem amigos, e sua família já não vive mais. Ela não estuda, pois no lugar onde ela mora não há muitas escolas... as escolas que existem não suportam muitos alunos, nem ao menos tem instalações dignas. Ela não tem lugar para dormir a noite, nem se quer um abrigo seguro em dias de tempestades. Ela vive em meio a guerras, fome, doenças... Ela não tem uma expectativa longa de vida. Se ela chegar a fase adulta é quase um milagre. Ela sofre de várias doenças, entre elas a desnutrição. Ela chega até mesmo a se alimentar de restos de animais, pois sua fome é tamanha.
Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo.
11 mil crianças morrem de fome a cada dia.
Um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual.
1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável.
40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.
Uma a cada sete pessoas morre de fome no mundo.
Então caro leitor, gostaria de imaginar você trocando de posição com uma criança como esta apenas por um dia. Agora responda a você mesmo: Ainda assim você iria reclamar?

Minha natureza

Queria ser um pássaro... para voar alto, deixar que o vento percorra meu corpo, e sentir a liberdade penetrar nas minhas veias. Queria ser uma estrela... brilhar sempre, não importa o que aconteça, e poder mostrar às pessoas o quão bela eu seria. Queria ser poeta... viver com um lápis e um papel, e assim expressar tudo o que eu sinto. Queria ser o oceano... mergulhar nas minhas profundezas, e descobrir coisas novas sobre mim a cada dia. Queria ser uma muralha... ser forte, e segura. Queria ser a terra... mãe de nações. Entre tantas coisas que eu poderia ser, acabei como humana. Agora eu posso enfim, ser o que quiser. Sou livre, tenho um brilho único, tenho meus mistérios, sou forte... eu sou poeta e aprendi a amar.