Fim. O sangue quente não aflorava em suas veias, estava branca, gélida, pálida. Parecia um fantasma. Minutos antes seu coração batia grotescamente, seu corpo tremia de adrenalina. Agora estava quieta demais, imóvel demais, com uma feição de tranqüilidade. Gritava por paz silenciosamente. Os cabelos negros estavam molhados. E os olhos... ah, os olhos... fecharam-se para nunca mais olhar.
Quando tinha seus oito anos, perdeu seus pais. Mudou-se para o engenho de seus tios, no interior. No começo era a novidade. Por onde passava arrancava olhares, mas depois de um tempo tornou-se invisível. Gostava de correr pelo pasto, brincar com seus primos, contava histórias e adorava ler. Os cabelos longos faziam voltas. Era uma menina delicada. Os criados a amavam, já seus tios lhe repudiavam ao máximo. Sofria em silêncio.
Aos treze anos conheceu Miguel, negro. Ela lhe mostrara o mundo. Ensinara-o a ler e a escrever. Seu sonho seria cursar a faculdade ao lado do moço. Os tios a castigavam por se envolver com um criado, mas para ela não havia mal algum. Muitas vezes saía para fazer o trabalho, juntamente com os escravos, e acabou sendo excluída da sociedade por suas escolhas. Ela simplesmente não entendia a interferência da cor da pele na vida das pessoas.
Aos quinze foi enviada a um reformatório. Sua tia desistira de tentar passar à sobrinha os valores da sociedade branca. Cumpria suas obrigações no tempo certo, era sempre exemplar, mas se sentia solitária como nunca. Fez amizade com Ariana. As duas estavam sempre juntas, mas isso só rendeu-lhe mais críticas. Ariana era pobre, fora deixada na porta do reformatório ainda quando criança. Sofreram juntas a discriminação, mas jamais deixaram que a ganância do dinheiro as corrompessem.
Saiu do reformatório e cursou medicina na faculdade. Observou que todo ser humano é igual por dentro: órgãos, tecidos, células. E no fim, nada importa a cor da pele ou a posição social de um homem, todos têm o mesmo destino.
Lutou por seus ideais, mudou a vida de várias pessoas marginalizadas. Foi oprimida, mas nunca desistiu. Causou revolta. Os escravos estavam fugindo, e não obedeciam mais aos seus senhores. Foi ameaçada, em contra-partida ajudou mais pessoas. Não se corrompeu. Porém, o ódio teve mais força, e chegou o que mais temia. O sangue quente não aflorava em suas veias, estava branca, gélida, pálida. Parecia um fantasma. Minutos antes seu coração batia grotescamente, seu corpo tremia de adrenalina. Agora estava quieta demais, imóvel demais, com uma feição de tranqüilidade. Gritava por paz silenciosamente. Os cabelos negros estavam molhados. E os olhos... ah, os olhos... fecharam-se para nunca mais olhar. Seu nome era Igualdade.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
1ª pessoa do singular
Caneta, Papel, Tinta
Escrevo, Rabisco, Desenho
Sol, Nuvem, Arco-íris
Mar, Brisa, Palmeira
Mergulho, Sinto, Vejo
Água, Paz, Gelo
Borracha, Corretivo, Apagador
Construo, destruo, reconstruo
Tijolo, medidas, ângulos
Retratar, Refazer, Permanecer
Sou, Fui, Serei
Forte, Firme, Sólido
Avião, Carro, Ônibus
Corro, Ando, Viajo
Sem sair de mim
Escrevo, Rabisco, Desenho
Sol, Nuvem, Arco-íris
Mar, Brisa, Palmeira
Mergulho, Sinto, Vejo
Água, Paz, Gelo
Borracha, Corretivo, Apagador
Construo, destruo, reconstruo
Tijolo, medidas, ângulos
Retratar, Refazer, Permanecer
Sou, Fui, Serei
Forte, Firme, Sólido
Avião, Carro, Ônibus
Corro, Ando, Viajo
Sem sair de mim
domingo, 7 de novembro de 2010
Calem a boca, nordestinos!
"A eleição de Dilma Rousseff trouxe à tona, entre muitas outras coisas, o que há de pior no Brasil em relação aos preconceitos. Sejam eles religiosos, partidários, regionais, foram lançados à luz de maneira violenta, sádica e contraditória.
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!"
(José Barbosa Junior )
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como Silas Malafaia, Renê Terra Nova e outros, que se venderam de forma absurda aos seus candidatos. E que fique bem claro: não os cito por terem apoiado o Serra… outros pastores se venderam vergonhosamente para apoiarem a candidata petista. A luta pelo poder ainda é a maior no meio do baixo-evangelicismo brasileiro.
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!”.
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos “amigos” Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos… pasmem… PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura…
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner…
E Não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia…
Ah! Nordestinos…
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário… coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso… mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: – Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!"
(José Barbosa Junior )
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Adeus à homogeneidade visual
Presentes. É muito difícil escolher presentes, pelo menos eu acho. Eu realmente nunca sei o que dar às pessoas. Quando eu vou comprar algo sempre fico indecisa. Depois de um tempo eu escolho algum, mas entro em outro dilema: o embrulho. Tudo tem que estar bem bonito, desde o laço, até as pequenas dobras. Depois de preparar algo caprichado, escrevo o cartão, mas a letra tem que estar bonita também.
Muitas vezes eu esqueço que não precisa ter um embrulho bonito, nem letra caprichada... o que importa é o que vem dentro.
Quando presenteamos alguém, a primeira coisa a se fazer é rasgar o papel, arrancar a fitinha, destruir, literalmente, toda a carcaça. E se o que tiver dentro não for bom, a pessoa não vai nem ao menos lembrar o que havia por fora. Mas quando damos algo que tenha valor, não apenas financeiro, valor sentimental, vemos logo um sorriso no rosto de quem presenteamos.
Se eu fosse um embrulho, o que haveria dentro de mim? Eu seria apenas uma embalagem qualquer ou eu guardaria uma surpresa maravilhosa dentro?
Vivemos em uma sociedade que impõe um padrão de beleza. Precisamos estar sempre magras, com a pele lisinha, cabelo arrumado, e se aparecer uma estria é como se fosse o fim do mundo. As mulheres não se valorizam mais... na verdade, elas acham que se valorizar é viver nessa busca de ser Gisele Bündchen. Eu digo não a esse tipo de beleza comercializada.
Não estou dizendo que a mulher não deve se cuidar e ficar feia... o que eu quero dizer é que não tem problema se você tem cabelo cacheado, ou se você engordou uns quilinhos. Se aparecer celulite não é o fim do mundo. A mulher deve sim se cuidar, mas não precisa enlouquecer. Cada pessoa tem a sua beleza particular... não precisamos globalizar algo tão particular de cada ser humano.
Se você é branca demais, gorda demais, magra demais, negra, parda, loira, ruiva... lembre-se aquilo que a torna mais bonita é o que vem dentro de você. São os seus valores que te definem, e não as roupas que você veste.
Faça o que você quiser para ficar mais bonita, mas não esqueça que seu interior tem que ficar tão bonito quanto, afinal, se Deus, que é o rei do universo, nos ama pelo o que somos, por que devemos nos preocupar tanto?
Muitas vezes eu esqueço que não precisa ter um embrulho bonito, nem letra caprichada... o que importa é o que vem dentro.
Quando presenteamos alguém, a primeira coisa a se fazer é rasgar o papel, arrancar a fitinha, destruir, literalmente, toda a carcaça. E se o que tiver dentro não for bom, a pessoa não vai nem ao menos lembrar o que havia por fora. Mas quando damos algo que tenha valor, não apenas financeiro, valor sentimental, vemos logo um sorriso no rosto de quem presenteamos.
Se eu fosse um embrulho, o que haveria dentro de mim? Eu seria apenas uma embalagem qualquer ou eu guardaria uma surpresa maravilhosa dentro?
Vivemos em uma sociedade que impõe um padrão de beleza. Precisamos estar sempre magras, com a pele lisinha, cabelo arrumado, e se aparecer uma estria é como se fosse o fim do mundo. As mulheres não se valorizam mais... na verdade, elas acham que se valorizar é viver nessa busca de ser Gisele Bündchen. Eu digo não a esse tipo de beleza comercializada.
Não estou dizendo que a mulher não deve se cuidar e ficar feia... o que eu quero dizer é que não tem problema se você tem cabelo cacheado, ou se você engordou uns quilinhos. Se aparecer celulite não é o fim do mundo. A mulher deve sim se cuidar, mas não precisa enlouquecer. Cada pessoa tem a sua beleza particular... não precisamos globalizar algo tão particular de cada ser humano.
Se você é branca demais, gorda demais, magra demais, negra, parda, loira, ruiva... lembre-se aquilo que a torna mais bonita é o que vem dentro de você. São os seus valores que te definem, e não as roupas que você veste.
Faça o que você quiser para ficar mais bonita, mas não esqueça que seu interior tem que ficar tão bonito quanto, afinal, se Deus, que é o rei do universo, nos ama pelo o que somos, por que devemos nos preocupar tanto?
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